O Deputado ao Parlamento Europeu Sérgio Humberto, membro da Comissão da Saúde Pública (SANT), defendeu em Estrasburgo que a União Europeia deve assumir um papel construtivo e ambicioso na implementação de uma estratégia para medicamentos críticos, visando o reforço da autonomia e da cooperação internacional em matéria de saúde.
Numa intervenção no âmbito do debate sobre a dependência externa, o Eurodeputado alertou que a excessiva concentração da produção de princípios ativos fora da Europa expõe os sistemas de saúde a riscos graves. “A União Europeia depende de terceiros para produzir medicamentos essenciais”, advertiu o parlamentar, sublinhando que este cenário resulta em “ruturas reais, com custos diretos para os doentes”, uma realidade que, sustentou, “isso tem de mudar”.
Para o deputado, a resposta exige medidas concretas e concertadas no plano comunitário. “A Lei dos Medicamentos Críticos é uma resposta política clara”, apontou, clarificando que ações como “diversificar cadeias de abastecimento e coordenar compras entre Estados-membros são essenciais” para mitigar as vulnerabilidades do atual modelo de abastecimento.
Sérgio Humberto destacou ainda que a proteção da saúde pública exige pragmatismo e que os cidadãos europeus devem ter acesso equitativo à inovação médica. O parlamentar reforçou que as prioridades para o Grupo do Partido Popular Europeu (PPE) passam por garantir previsibilidade e segurança jurídica, lembrando que a “autonomia estratégica passa, também, por proteger a saúde dos europeus”.
O Eurodeputado concluiu alertando que o atual contexto geopolítico não permite espaço para a inércia, deixando claro que os mecanismos de solidariedade comunitária têm de funcionar plenamente na saúde para reverter a vulnerabilidade do espaço europeu e assegurar a estabilidade no fornecimento de cuidados.
Artigo publicado em psdparlamentoeuropeu.pt