O Deputado ao Parlamento Europeu Sérgio Humberto, membro da Comissão do Emprego e dos Assuntos Sociais (EMPL), defendeu na última sessão plenária em Estrasburgo que a União Europeia deve assumir uma estratégia concertada e focada na valorização do trabalho, na habitação acessível e na qualificação para fazer face aos quase 95 milhões de europeus que continuam em risco de pobreza ou exclusão social.
Numa intervenção no âmbito do debate sobre as políticas sociais e económicas, o Eurodeputado alertou para um dado particularmente preocupante: cerca de 20 milhões de crianças crescem em contextos de vulnerabilidade na União Europeia, o que representa um risco social imediato e um enorme desafio demográfico para o futuro da Europa. Sérgio Humberto contextualizou ainda a realidade nacional, lembrando que, em Portugal, mais de 1,7 milhões de pessoas permanecem em situação de fragilidade social, destacando o crescimento alarmante do fenómeno dos trabalhadores pobres, onde ter emprego já não garante uma vida digna.
Sérgio Humberto destacou que a resposta europeia exige uma maior articulação entre os fundos europeus, o emprego e as políticas territoriais, sublinhando que o investimento preventivo é a chave. “Cada euro investido na infância, nas competências e na integração profissional reduz custos futuros em saúde, desemprego e exclusão”, afirmou o parlamentar.
O deputado defendeu que os instrumentos decisivos já existem — como o Fundo Social Europeu+, a Garantia para a Infância e o Pilar Europeu dos Direitos Sociais —, mas que a prioridade deve agora ser transformar financiamento em impacto mensurável na vida das pessoas.
Para Sérgio Humberto, o combate à exclusão social exige visão estratégica. “Combater a pobreza não é apenas proteger os mais vulneráveis. É garantir a coesão, a competitividade e a estabilidade democrática da própria União Europeia”, afirmou, reforçando a necessidade de passar das intenções à eficácia prática.
O Eurodeputado encerrou a sua intervenção reiterando que o sucesso da resposta europeia dependerá da capacidade da UE em promover soluções que sejam exequíveis e que reforcem a coesão interna, transformando os apoios financeiros em benefícios tangíveis para o bem-estar social e para a proteção dos cidadãos.
Artigo publicado em psdparlamentoeuropeu.pt