O eurodeputado do PSD, Sérgio Humberto, participou na primeira sessão plenária da nova Assembleia Parlamentar UE–África (DAFR), que decorreu em Eswatini entre os dias 12 e 14 de maio de 2026.
Este encontro, realizado no âmbito do Acordo de Samoa, substitui o antigo quadro ACP-UE e estabelece a maior parceria inter-regional do mundo, reunindo legisladores de 79 Estados da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico (OACPS) e de 27 da União Europeia, num universo que representa mais de 1,5 mil milhões de pessoas.
Durante a missão, o parlamentar português assumiu um papel ativo nos trabalhos, com especial enfoque no debate dedicado ao tema “Desafios e oportunidades relacionados com a Mobilidade e a Educação Juvenil”.
Na sua intervenção, Sérgio Humberto alertou para a dimensão demográfica do continente africano, lembrando que “mais de 60% da população tem menos de 25 anos e que, até 2050, um em cada quatro habitantes do planeta será africano”.
Para o eurodeputado, esta realidade representa um enorme potencial humano, mas também um desafio estrutural que exige respostas firmes.
“Investir na juventude não é apenas uma questão social. É uma prioridade estratégica para o futuro das nossas duas regiões”, afirmou, defendendo o reforço de programas como o Erasmus+ e de parcerias universitárias e técnicas mais ambiciosas.
Sérgio Humberto alertou ainda para a necessidade de ligar a educação às necessidades reais das economias, como as competências digitais, a inovação e a industrialização, de forma a combater o desemprego jovem que afeta países como o próprio Eswatini.
O deputado sublinhou que a cooperação entre a Europa e África deve ser equilibrada para evitar a fuga permanente de talentos, criando “condições para que os jovens possam desenvolver o seu futuro nos seus próprios países, se assim o desejarem.”
Esta participação em Eswatini reforça a linha de ação que o eurodeputado tem defendido noutros contextos e nas Comissões parlamentares em que participa: a de que a União Europeia não pode virar as costas aos desafios globais e deve manter uma ação política e diplomática coerente, assente no investimento no capital humano, no respeito mútuo e na dignidade para lá das fronteiras europeias.
Artigo publicado em psdparlamentoeuropeu.pt