Sérgio Humberto, membro da Comissão dos Transportes e Turismo, apela a que “não corramos o risco de enviar a mensagem de que estamos a regredir” nos direitos dos passageiros aéreos.
O eurodeputado discursou na sessão plenária de Estrasburgo sobre os desenvolvimentos mais recentes na revisão dos regulamentos relativos aos direitos dos passageiros aéreos e à responsabilidade das companhias aéreas.
Para o deputado social-democrata, “num tema tão significativo, que impacta a vida de milhões de pessoas, devemos ter em conta o limite mínimo de compensação por atraso de um voo, que deve ser de três horas e não de quatro”. Sérgio Humberto alerta para o risco de tal se assemelhar a uma regressão, “em vez de estarmos a proteger os cidadãos europeus”.
“Como é que podemos garantir que estamos ao lado dos passageiros, que os defendemos, quando, aos olhos dos consumidores, lhes apresentamos o que se assemelha mais a um retrocesso do que a um avanço?”, questiona.
Segundo o eurodeputado, a dimensão da interconectividade, sobretudo nas regiões ultraperiféricas e, “sendo conveniente”, o automatismo das indeminizações e o que poderá gerar na competitividade das companhias aéreas, são temas que devem ser, igualmente, priorizados.
“Devemos reforçar a confiança das pessoas, apostar na coesão territorial e promover a conectividade económica”, defende Sérgio Humberto. “Os direitos dos passageiros devem ser fortalecidos, devemos dar passos em frente na proteção dos consumidores e na defesa dos direitos já conquistados”, afirma.
De acordo com a Comissão Europeia, a aviação apoia cerca de 5 milhões de empregos na União Europeia e contribui com, aproximadamente, 300 mil milhões de euros, o que equivale a 2,1% do PIB da UE.
Anualmente, mais de 900 milhões de passageiros aéreos viajam com origem, destino ou escala na União Europeia, representando, sensivelmente, um terço do mercado global de transporte aéreo.
Notícia originalmente publicada em psdparlamentoeuropeu.pt